quinta-feira, 19 de agosto de 2010

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Eleições 2010

As regras do jogo para a internet

José Renato Salatiel*
Foto: Antonio Cruz/ABr
O presidente da Câmara, Michel Temer (centro), discute mudanças na legislação eleitoral
Com o propósito alardeado de liberar campanhas políticas na internet, a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 8 de junho de 2009, o substitutivo ao Projeto de Lei 5.498/2009, de reforma eleitoral, que, na prática, vai restringir o uso de ferramentas digitais para fins políticos no Brasil. (Direto ao ponto: Ficha-resumo)

Caso sejam aprovadas no Senado Federal até 30 de setembro de 2009 e sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as novas regras já valerão para as próximas eleições gerais de 2010, quando serão eleitos presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

A propaganda eleitoral na web está hoje restrita aos sites dos candidatos, destinados à campanha, com a terminação can.br, de acordo com o Capítulo 4 da resolução 22.718/2008 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A resolução tem como base a lei eleitoral vigente, de número 9.504/1997.

Isso não impediu que, nas eleições de 2008, os políticos usassem blogs, Twitter (microblog com espaço para escrita de até 140 caracteres), perfis no Orkut e outras redes sociais para pedir votos. Os debates entre candidatos também não são proibidos na internet.

Se a reforma eleitoral for aprovada, a campanha será permitida em sites - gerados pelos próprios candidatos, partidos ou coligações - e em blogs, redes sociais e serviços de mensagens instantâneas, com material produzido por qualquer pessoa, a partir de 5 de julho do ano da eleição.

A propaganda eleitoral paga ou gratuita ficará proibida na internet para sites oficiais (de Estados, prefeituras, etc.) e de empresas (com ou sem fins lucrativos). A pena para quem infringir a lei é multa de R$ 5 a R$ 30 mil, aplicadas ao provedor e serviço de hospedagem. A Justiça Eleitoral ainda poderá determinar a suspensão do acesso a todo conteúdo na internet por um período de 24 horas.

Mesmas regras da TV

As mudanças podem criar situações absurdas no país. Um jornal ou uma revista que exponham sua preferência por determinado político em editorial ou que aceitem publicidade em suas páginas, o que é permitido por lei, não poderão veicular o mesmo conteúdo na versão online das publicações, sob o risco de serem punidos.

Um blog hospedado em um portal poderá manifestar apoio ou criticar um candidato, mas, a depender da crítica que fizer, seu provedor poderá ser penalizado. São expedientes semelhantes, em relação à internet, às censuras de regimes ditatoriais da Coreia do Norte, Irã, China e Cuba.

Para estabelecer as regras que disciplinam o uso político da web, os deputados compararam a internet com os meios eletrônicos de massa, TV e rádio, que são concessões públicas, ou seja, empresas que recebem uma autorização provisória do governo para prestarem serviços de utilidade pública e que, por isso, são passíveis de regulamentação do Estado. A internet, pelo contrário, é um terreno de livre expressão e sem controle, onde qualquer um pode difundir livremente suas opiniões.

Debates políticos em portais, sites e blogs para cargos majoritários (presidente, governador e senador) ficarão sujeitos, da mesma forma que os meios de radiodifusão, à concordância de dois terços dos candidatos. Serão obrigados, caso queiram promover o evento, a convidar até os candidatos "nanicos". Hoje, o procedimento já torna quase inviável os debates nas TVs.

Outra norma que também valerá para a rede é o direito de resposta. O candidato que se sinta injuriado com alguma crítica ou brincadeira feita em um blog poderá pedir na Justiça direito de resposta, em espaço proporcional, e a retirada do material considerado ofensivo no site.

Mas como cercear o debate num ambiente de fluxo constante de ideias e diálogos, marcado pela irreverência e sem o compromisso com a imparcialidade que caracteriza a imprensa? Além disso, o "direito de resposta" na internet é quase instantâneo com os recursos interativos que o meio oferece, diferente dos demais veículos de comunicação.

O próprio presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, criticou a reforma. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, afirmou que "(...) não há como regulamentar o uso da internet. A internet tem dois méritos: mobiliza a sociedade de uma forma interativa, que em época de eleição deve ser turbinada, não intimidada. E está criando uma nova sociedade civil mundial. Qualquer regulamentação no nível dos Estados é provinciana".

Era Obama

O ministro tem razão. A internet é hoje um novo espaço público de discussão política, da mesma forma que a TV foi para o século passado e continua sendo até hoje, exercendo grande influência.

O maior exemplo do poder da rede em engajar pessoas e despertar o interesse pela política foi a campanha de Barack Obama à Casa Branca. Além de ser o primeiro negro a ocupar a presidência dos Estados Unidos, ele foi o primeiro político a usar amplamente os recursos interativos e os sites de relacionamentos da rede como espaço de debate e propaganda política.

Para atingir o eleitorado mais jovem, que passa mais tempo na frente do computador do que da TV, Obama recorreu a sites como YouTube, Myspace, Facebook e Twitter, com a vantagem do custo quase zero dessas plataformas. Ele também dispensou o financiamento público e arrecadou US$ 650 milhões (R$ 1,280 bilhão) em doações voluntárias, boa parte feita online, por meio do site de sua campanha.

A internet tem ainda um papel importante na mobilização de massas, como mostraram os recentes protestos ocorridos no Irã. As manifestações nas ruas de Teerã, capital do país, foram divulgadas por meio de fotos, vídeos e textos veiculados na rede de computadores pelos próprios usuários, rompendo a censura imposta à imprensa no país.

No Brasil, 62,3 milhões de pessoas, com idades de 16 anos ou mais, têm acesso à web - incluindo acessos em casa, no trabalho, na escola e em LAN houses -, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online. O número corresponde a 32% da população brasileira, hoje estimada em 191,4 milhões de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Transparência

Se, por um lado, a reforma eleitoral limita a liberdade dos meios digitais, por outro beneficia os próprios políticos e não apresenta avanços no quesito transparência, essencial para evitar casos de corrupção e melhorar o sistema político brasileiro.

Pelo texto aprovado na Câmara, deixam de ficar inelegíveis os candidatos que tiveram as contas de campanhas nas últimas eleições reprovadas pelos TREs (Tribunal Regional Eleitoral) ou pelo TSE, afrouxando o "filtro" nas candidaturas.

Outro item praticamente oficializa as doações ocultas de verbas, que são feitas por empresas aos partidos, para depois serem repassadas aos candidatos. Um total de 60% das doações realizadas nas eleições passadas foram feitas por meio desse recurso. Assim, o eleitor não terá como saber quem financia a campanha do seu candidato.

Saber quem paga a campanha do político é importante porque muitas empresas, como grandes empreiteiras, fazem doações visando obter benefícios durante os mandatos, por exemplo, vantagens em licitações de serviços públicos, o que é ilegal.

Como o projeto chegará ao Senado debaixo de muitas críticas, ainda há chance de sofrer novas alterações, contemplando sugestões que incorporem à democracia brasileira a inovação trazida pela internet, como ocorreu nos Estados Unidos. Mas denúncias de irregularidades envolvendo o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, podem prejudicar os trabalhos.

Direto ao ponto volta ao topo
A Câmara dos Deputados aprovou um substitutivo ao Projeto de Lei 5.498/2009, que trata da reforma eleitoral, restringindo o uso da internet nas eleições de 2010.

O que muda
Se o substitutivo for aprovado também no Senado Federal:
serão permitidas campanhas em sites (gerados pelos próprios candidatos, partidos ou coligações) e em blogs, sites, redes sociais e serviços de mensagens instantâneas, com material produzido por qualquer pessoa;
ficarão proibidas campanhas em sites oficiais e de empresas;
jornais ou revistas que exponham sua preferência por determinado político em editorial ou que aceitem publicidade em suas páginas, não poderão veicular o mesmo conteúdo em seus sites;
um blog poderá manifestar apoio ou criticar um candidato, mas, a depender da crítica que fizer, seu provedor poderá ser penalizado.
o candidato que se sinta ofendido com críticas ou brincadeiras feitas em blogs ou sites poderá pedir na Justiça direito de resposta e a retirada do material ofensivo.

Crítica

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, criticou a reforma. Segundo ele, “não há como regulamentar o uso da internet. A internet mobiliza a sociedade de uma forma interativa, que em época de eleição deve ser turbinada, não intimidada”.

Saiba mais

  • Eleições 2.0: a internet e as mídias sociais no processo eleitoral (Publifolha): livro de Antonio Graeff mostra como a internet se tornou um meio importante não somente para os políticos profissionais exercerem sua cidadania, mas também para as pessoas comuns.
*José Renato Salatiel é jornalista e professor universitário.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010


ELEIÇÕES 2010

Cabeça a prêmio estréia e faz mosaico de MS

Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010 07:07 Reportar erro

 
Márcio Breda

Bira Martins

Em 2008, uma das locações do filme foi em fazenda de Sidrolândia.

A Feira Central, os contornos da Afonso Pena, bares da rodoviária velha, Bonito, Sidrolândia, o Pantanal e sua morraria ao fundo, as escadarias de Corumbá. Na tela do cinema, o que chega a ser corriqueiro ganha novas cores.
Lançado em pré-estréia nacional na noite de ontem na Capital, “Cabeça a Prêmio”, longa metragem dirigido por Marco Ricca e rodado aqui, em Mato Grosso do Sul, apresenta cenários e gentes que formam a essência cultural do Estado.
Os cenários apenas acentuam a vida e o perfil dos personagens que compõem a trama. Na tela, até a poeira dos caminhos de Mato Grosso do Sul é familiar. Castelhano com português, mansões em fazendas e botecos de chão batido. Nos contrastes a alma de cada personagem se revela em um filme intenso, forte, que surpreende.
Cabeça a Prêmio marca a estréia de Marco Ricca na direção de um longa. “Era para ser aqui. Foi como uma visão. Tenho um irmão que morou aqui, já fiz teatro aqui também e fiquei louco quando conheci. Foi o lugar em que bateu o estalo. A capacidade de Mato Grosso do Sul era inegável e a mistura de culturas e de cenários é fascinante”, revelou.
O longa metragem foi filmada entre Campo Grande, Corumbá, Sidrolândia e na fronteira com a Bolívia. Os planos abertos e a fotografia bem estudada acentuam a força de cada um dos personagens, que ganham em densidade e humanidade, apesar das contradições e desconstruções vividas por cada um deles ao longo do filme.
A história de amor de Elaine (Alice Braga) e Denis (Daniel Hendler, ator uruguaio) é o pano de fundo da trama. Ela, filha do fazendeiro Miro (Fulvio Stefanini) que controla junto com o irmão Abílio (Otávio Muller) uma rede de tráfico de drogas; ele, piloto do avião dos negócios da família. Jogados à própria sorte, se vêem envolvidos no jogo sujo do crime.
O filme é baseado no livro homônimo de Marçal Aquino. O romance já era um roteiro pronto, mas que foi adaptado para os personagens e para as locações. O texto final recebeu um pouco do perfil de cada um deles. É um filme, segundo marco Ricca, construído e focado nos personagens.
“Essa imensa fronteira seca une culturas que apresentam o pano de fundo ideal para os personagens do filme. Aliás, um dos grandes acertos foi filmá-lo aqui. Essa influência de vários povos, as cores, o céu. Tudo se encaixou. O filme não é típico. É o retrato dessas experiências”, explicou Marco Ricca.
Além do diretor, os atores Cássio Gabus Mendes (que faz Albano, um dos capangas da família de Miro) e Alice Braga estiveram na pré-estréia. “Conheci o Estado todo, apaixonante. Essa fusão cultural e o carinho das pessoas daqui foram marcantes para o filme. Adorei o tereré. Foi sensacional compartilhar essa riqueza”, disse Alice.
“O filme realiza um sonho. Tinha de ser aqui essa pré-estréia, como uma homenagem ao povo de Mato Grosso do Sul, perto das pessoas que o realizaram”, disse Ricca.
A estréia nacional de Cabeça à Prêmio acontece nas regiões metropolitanas apenas na sexta-feira (20 de agosto). Em Campo Grande, será exibido no Cinemark

A UTILIZAÇÃO DO BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA

Blog é a abreviação da expressão inglesa weblog. É um diário virtual. Muitos são pessoais, alguns são voltados para diversão e outros são utilizados em situação de trabalho. Há também aqueles que misturam tudo. Mas, em geral, enfocam uma área de interesse para quem os escreve. São atualizados com regularidade, da mesma forma que se fazia, com os diários de papel.

Começaram a aparecer no final dos nos anos 1990. Para se criar um blog, eram necessários conhecimentos de HTML Mas hoje, criar um blog é muito fácil e simples. Não exige conhecimentos profundos de Informática, nem instalação de programas para a publicação e atualização. Existem serviços gratuitos para a publicação dessas novas formas de registro.

Como recurso de aprendizagem, o blog vem ganhando espaço. Aproveitar o conhecimento e o interesse dos jovens por esta forma de comunicação no contexto escolar pode ser uma maneira diferente de divulgar projetos e permitir a interatividade e a troca de experiências, facilitando a reestruturação de antigos e a construção de novos outros conhecimentos.

A utilização dos blogs nas escolas permite o registro de forma rápida e simples. O blog funciona como um diário no qual o usuário (aluno ou professor) pode registrar atividades, eventos, impressões acerca de determinado assunto ou propor desafios cooperativos.

A construção de um blog pode ser feita a partir do site hospedeiro. Nele é possível inserir imagens e alterar os dados postados. A construção de um blog de forma cooperativa possibilita a interação entre os sujeitos e promove a troca de idéias e a resolução de desafios de forma colaborativa. Estas possibilidades, além da facilidade de utilização, organização de conteúdos e comentários, ampliam as possibilidades de complementar as aulas dos professores de forma inovadora e atraente.

Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, capaz de transformar o trabalho pedagógico e, assim, envolver muito mais os nossos alunos. Têm grande poder de comunicação, pois oferecem espaços de diálogo onde os alunos são escritores, leitores, pensadores. Os blogs ajudam a construir novas redes sociais e de saberes.

Por permitir a expressão, discussão e contraposição de idéias entre os sujeitos, é um recurso que promove a aprendizagem e possibilita a construção do conhecimento. Seja como for, levar o recurso dos blogs para a escola pode representar um avanço na capacidade de comunicação dos alunos. Convidados a se divertir, eles estarão exercitando a leitura, a escrita, o senso crítico e a familiaridade com a Informática.

Hoje, o uso do computador na Educação deve ser capaz de gerar reflexão, análise, depuração dos procedimentos utilizados pelo aluno, inclusive e, principalmente, para o desenvolvimento de determinada atividade prevista no planejamento do "conteúdo escolar".



Algumas sugestões de utilização do blog como um prática pedagógica:

• Criação de um jornal on line;

• Divulgação de atividades realizadas em sala de aula;

• Divulgação de produções dos alunos em diferentes áreas de conhecimento;

• Desenvolvimento da curiosidade, incentivando o aluno a buscar diferentes linguagens para se expressar;

• Desenvolvimento de habilidades e competências nas diferentes áreas de conhecimento, aplicando os conteúdos aprendidos na sala de aula;

• Apresentar várias etapas de um projeto desenvolvido na escola, na sala, em grupos ou mesmo individual;

• Elaboração de um diário, referente ao processo, de aulas, projetos ou atividades, tanto para alunos como professores;

• Criação de relatórios de visitas e excursões de estudos para que os alunos relatem a importância daquele momento;

• Compartilhamento de idéias de atividades de ensino ou jogos de linguagem para uso em sala de aula;

• Apresentação de exemplos de trabalho em sala de aula, de atividades de vocabulário, ou de jogos gramaticais;

• Aprender sobre blogs;

• Discussão de atividades para que os alunos possam dizer o que pensam sobre elas;

• Reunião e organização de recursos da Internet para aulas específicas, fornecendo links para sites apropriados, assim como informações sobre sua relevância;

• E o que mais a sua imaginação puder criar.......

O que eu posso afirmar é que as experiências que tive com meus alunos foram ótimas. Em uma atividade integrada, trabalhei a criação do blog com alunos de 6º ano e o resultado foi muito positivo, tanto para eles como para mim e para a professoora de Redação. Você quer ver o resultado? Dê um "pulinho" no blog deles, clicando nos links abaixo:



http://meusalunos601.blogspot.com

http://meusalunos602.blogspot.com

http://meusalunos603.blogspot.com

http://meusalunos605.blogspot.com

terça-feira, 17 de agosto de 2010

http://partilhandosugestoesescolares.blogspot.com/2010/05/bullying-no-ambiente-escolar.html

Centro-Oeste tem o maior índice de Bullying nas escolas
Por Flávia Moreno - Do jornal “O Hoje” – www.ohoje.com.br

A região Centro-Oeste é a que mais tem registro de bullying no País. De acordo com a pesquisa “Bullying no Ambiente Escolar”, elaborada em 2009, nas cinco regiões do Brasil pela ONG Plan Brasil, Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor e pela Fundação Instituto de Administração, o bullying é mais praticado dentro do universo escolar nas regiões Sudeste, com 12,1% e Centro-Oeste, onde 14% confessaram esse tipo de atitude que tem um envolvimento maior de estudantes de 11 a 15 anos de idade. O Nordeste é a região do país onde o bullying é menos comum, entre 7,1% dos estudantes.
A sala de aula é apontada como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados de acordo com a pesquisa. Segundo o pesquisador da Coordenação de Ensino Especial, professor de Psicopedagogia e supervisor da Psicopedagogia Clínica do Instituto Consciência de Goiânia, Rogério Goulart Paes, a região Centro-Oeste ter os maiores índices de bullying entre adolescentes é alarmante e merece reflexões. Todavia, ele defende que Goiás avançou muito nas discussões buscando compreender os fatores que levam ao bullying e suas diferentes dimensões para implementar projetos Anti-Bullying nas escolas levando um processo de educação e cidadania.
Esse parece ser um termo novo no Brasil, mas já acontece há muito tempo. O cabeleireiro Leandro Evangelista, de 37 anos, por exemplo, foi vítima de bullying quando este termo ainda nem e xistia. E por mais de 10 anos ele sofreu violência física, psicológica e verbal dos colegas. Ele se lembra de quando tinha 5 anos, quando na hora do recreio saía correndo e ficava em cima do pé de goiaba para não apanhar. “Teve uma vez que alguns alunos jogaram um pneu em cima de mim e cai e cortei o supercílio”, relata ele.
De 1981 a 1989, no Ginásio, a situação ficou ainda pior. “Quando tinha 8 anos um garoto me empurrou da escada e machuquei os rins. Fiquei 40 dias sem ir à escola e depois, quando voltei, a professora beijou todos os alunos, menos eu”, conta ele, que sofria porque era magrinho e tinha orelha de abano. Com 12 anos, ele fez cirurgia plástica na orelha para tentar dentro do convívio social, já que recebia muitos petelecos. Nesta mesma época ele começou a fazer terapia, o que o ajudou a superar os traumas.
Para não se machucar mais, ele criou “medidas de segurança”. “Meu pai me deixava na escola, mas eu só entrava quando todos os alunos já tinham entrado na sala de aula, caso contrário, eu tinha que passar por um corredor polonês, onde me batiam.”
Evangelista admite que não sabe porque era excluído, e que não compartilhava a situação com os pais e a diretoria da instituição de ensino porque tinha vergonha e medo de não ser compreendido. “Quem sofre de bullying não quer que ninguém saiba, pois é doloroso e vergonhoso. Somos discriminados”. Ele explica que as pessoas são rotuladas porque são gordas, magras, de outra raça, tem gostos diferentes do comum etc. “Com 13 anos, eu gostava de teatro, música clássica e viajava muito, e penso que isso ajudava também na exclusão.”
Hoje, ele já superou os traumas, que serviram para que ele amadurecesse, mas ele garante que não é fácil. “Já doeu muito, mas hoje não. Dei a volta por cima”. Porém, as imagens daquele tempo continuam ali, vivas na memória. “As imagens são nítidas”, afirma.
Em entrevista à Revista Istoé, o especialista em violência entre estudantes, Allan Beane, que é uma referência mundial no assunto por seus 36 anos de experiência como educador, afirma que o bullying sempre existiu, mas nunca foi tão frequente e cruel. Ele revela também que dados apontam que 30% dos suicídios entre jovens são causados pelo bullying. Porém que acredita que esse número seja maior.
Pais devem observar comportamento
Para identificar se uma criança está sendo vítima de bullying, os pais devem ficar atentos aos sinais e instruir os filhos e orientá-los. E nessa situação, o diálogo e confiança são importantíssimos. “O filho pode ficar intimidado a falar, então temos que fazer leituras corporais e observar as ações, ver se chega da escola e está nervoso; se começa a fugir das situações escolares; se na hora de levar o filho, ele não está querendo entrar na escola; isolamento. Isso não é da noite para o dia. Isso é um sinal de que está acontecendo alguma coisa errada”, alerta Paes.
Outros detalhes a serem observados é que a vítima normalmente apresenta alguns sintomas: menor rentabilidade escolar, timidez, apatia, isolamento, constantes receios, baixa estima, fraca capacidade de argumentar, nervosismo, apresenta questões psicossomáticas, ou seja, começa a ir à escola, sente dor de cabeça, dores no estômago, porque quer fugir das situações, apresenta graus de depressão psicológica, que precisa ser investigado. Ele tem uma rotina diária, e começa a fugir de tudo que está relacionado ao ambiente que sofre bullying. (F.M.)
Professores não podem agir com corte temporal
Apesar da metade das ocorrências de bullying estarem registradas dentro das escolas, o cabelereiro Leandro Evangelista alerta que a prática está em todo lugar onde tenha crianças. “Nas festinhas eu sempre procurava ficar perto dos adultos para não me machucar.”
O cabeleireiro destaca que na época que foi vítima de violência, a escola não tinha preparo nem professores, o que piorava ainda mais a situação. Entretanto, o professor Rogério afirma que a pedagogia tem buscado perceber o indivíduo na sua totalidade e tem estudado a realidade do bullying. “O educador tem que ter sensibilidade para saber quem está sendo vitimado, quem é o agressor e espectador.”
Por esse motivo, ele ressalta a importância do professor não fazer um corte temporal da situação. “Se pegarmos dois alunos na situação de bullying e confrontá-los, isso leva a uma coisa imediata. Temos que levar dentro da unidade escolar uma reflexão daquelas ações. O aluno tem que refletir sobre suas ações dentro e fora da unidade.” (F.M.)
1 comentário para Centro-Oeste tem o maior índice de
Bullying nas escolas
• Conceição Padial - 27 de abril de 2010 às 3:05
Se quisermos enfrentar a violência escolar de perto, primeiro temos que reconhecê-la como violência decorrente da contradição estrutural inerente à nossa sociedade. Temos que entender as especificidades da população brasileira.
Acredito que ao importar um padrão de comportamento e padrões de conduta profissional para enfrentar esse tal “bullying”; estamos fugindo da verdadeira situação das escolas brasileira.
A colonização no Brasil foi extrativista – diferente da ocupação produtiva que ocorreu nos Estados Unidos – e os colonizadores eram em geral homens que vinham sozinhos com um único sonho: enriquecer e voltar a Portugal. Como diz Gramsci o passado sempre continua presente e, até os nossos dias um contingente enorme de pessoas agem como se estivessem por aqui de passagem.
Somos uma sociedade que conhece o trabalho livre só há cerca de 120 anos, e que ainda tem a vivência de trabalho escravo e de tráfico de pessoas. A monarquia está tão presente nas nossas vidas que ainda cultuamos o primeiro damismo. E, por mais absurdo que possa parecer, ainda cobram uma atitude assistencialista (fundamentada no primeiro damismo) da Sra. Marisa, que se casou com um metalúrgico que hoje é Presidente da República. Ela é uma mulher trabalhadora que merece todo o nosso respeito e não podemos admitir que seja reduzida a uma primeira dama; esse papel não lhe cai bem!
Saímos recentemente de uma ditadura. E alguns meios de comunicação fazem questão de responsabilizar o executivo por atribuições específicas do judiciário ou do legislativo. E, ao denunciar a corrupção, desmerecem instituições como o legislativo – tão caro e essencial para a garantia da democracia.
Os meios de comunicação disseram por ocasião da comemoração do aniversário de Brasília que a cultura musical que predomina na capital do Brasil é o rock. Mas Brasília não é uma unidade da federação multicultural?
A educação no Brasil tem sua origem na catequese com controle de comportamento e punições rigorosas. A mulher só tem direito ao voto há setenta anos. Até poucas décadas atrás, o homem que matasse uma mulher em defesa de sua (dele homem) honra, tinha sua pena atenuada.E para completar, vivemos em um Estado oligárquico, o berço da UDR (lembra da UDR?).
Eu acredito que as expressões sociais decorrentes da contradição capital trabalho (em nosso país) só podem ser enfrentada a partir do conhecimento da nossa realidade e da discussão honesta, transparente e aberta com os verdadeiros sujeitos dessa realidade.
No Brasil temos violência física (e sexual), cultural, sexista, racial, social, política, psicológica e econômica, dentre tantas outras.
Falar em “bullying” é mascarar a realidade e suas múltiplas determinações, é reduzir elementos de conflito que compõe a questão social. É tentar importar uma alternativa que não funciona em outros países e, claro que não vai funcionar aqui.
A violência só pode ser enfrentada com justiça social equidade e acesso universal aos bens e serviços socialmente produzidos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pulserinha do sexo

Foi publicada na quarta-feira no Diário Oficial do Estado a lei nº 3.948, que proíbe o uso de pulseiras coloridas, conhecidas como "Pulseiras do sexo", na rede pública e particular de ensino do Estado do Mato Grosso do Sul.
A partir de agora, quem desobedecer à lei fica sujeito a multa de até R$ 2,1 mil e até cassação do alvará, no caso das escolas particulares e para as escolas públicas haverá sanção administrativa.
O corpo docente das instituições de ensino públicas e particulares deverá promover reuniões junto aos pais dos alunos, orientando-os a respeito da presente lei. As instituições de ensino públicas e particulares deverão proporcionar, por intermédio de palestras e reuniões aos pais e alunos, orientação sobre educação sexual e planejamento familiar, sendo indispensavel a presença de ambos.

A Secretaria Estadual de Saúde, através de ação conjunta entre as instituições de ensino públicas e particulares do Estado de Mato Grosso do Sul, poderá oferecer pessoal qualificado e o material necessário para o bom desenvolvimento das ações previstas na lei.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mundo do Orkut

acesse: mundodoorkut.com

Recados Animados para Orkut

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Amigos da Escola

Amigos da Escola fortalece integração da família na vida escolar


Atividades do projeto foram desenvolvidas neste sábado em escolas das redes municipal e estadual em Campo Grande

Redação Site TVMorena.com.br

A importância da participação da família na vida escolar, seu alcance e efeito motivador realçaram o Projeto Amigos da Escola desenvolvido neste sábado em duas escolas de Campo Grande - Escola Municipal Carlos Vilhalba e Escola Estadual Teotônio Vilela, entre às 8h e 11h30.

O 1º Dia Temático do Amigos da Escola foi realizado em parceria com a UNDIME, Secretarias Municipal e Estadual de Educação e Unicef, com o tema: 'Família na Escola'. O projeto Amigos da Escola foi idealizado pela Rede Globo com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da educação e da escola pública de educação básica. As ações são desenvolvidas pelas emissoras afiliadas. Em Mato Grosso do Sul o projeto tem o suporte da TV Morena.

O projeto estimula o envolvimento de todos (profissionais da educação, alunos, familiares e comunidade) nesse esforço e a participação de voluntários e entidades no desenvolvimento de ações educacionais – complementares, e nunca em substituição, às atividades curriculares/educação formal – e de cidadania, em benefício dos alunos, da própria escola, de seus profissionais e da comunidade.

Harfouche fez abordagens sobre a responsabilidade da família com a educação e o dever dos pais em fazer o acompanhamento intelectual dos filhos, podendo haver punições legais caso haja o abandono.

O promotor deu dicas de como acompanhar a freqüência dos filhos na escola bem como as formas saudáveis de controlá-los sem que haja agressões físicas, ressaltando que não o papel do professor é complementar a educação por meio da formação escolar, cabendo aos pais educar seus filhos.

Além da mesa redonda, o Amigos da Escola contou com apresentações culturais feitas pelos próprios alunos e também salas temáticas onde foram discutidos diversos assuntos como violência contra a mulher, confecções de artesanato, aferição de pressão e outros serviços prestados por acadêmicos.

O projeto Amigos da Escola busca, também, fortalecer a educação da escola pública, por estimular o envolvimento e a interação entre família, voluntários e comunidade escolar. Na Escola Teotônio Vilela acadêmicos de vários cursos da Universidade Anhanguera-Uniderp integraram as atividades.

A comunidade teve acesso a palestras e atividades como ginástica local, laboral e relaxamento; confecção de sabão caseiro; atividades lúdicas de ensino e aprendizagem e aferição de pressão arterial entre outros serviços.
Notícias


Projeto “ESCOLA E FAMÍLIA: JUNTOS SOMOS FORTES”



A Escola Estadual Teotônio Vilela localizada no Conjunto Habitacional Universitário I e II (COHAB), em Campo Grande, conta com mais de 2.000 estudantes e desenvolve desde o início deste ano o Projeto “ESCOLA E FAMÍLIA: JUNTOS SOMOS FORTES” com o objetivo de fomentar a participação da família, em parceria com a escola, no processo de aprendizagem de seus filhos.

O projeto auxilia a comunidade escolar no enfrentamento de problemas sociais graves como a grande incidência do uso de drogas, banalização da violência entre os jovens, desestruturação familiar, falta de planejamento familiar, gravidez na adolescência, desinformação quanto a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, desemprego, evasão escolar, baixo índice de escolaridade e aprendizagem e etc.

São promovidas diversas atividades para aproximar a família da escola e elevar a autoestima dos estudantes, funcionários e professores. Dentre elas, destacamos o método de professor-padrinho em que professores se colocam, voluntariamente, à disposição de acompanhar mais de perto, a vida escolar e familiar daqueles estudantes da sala de aula sob sua responsabilidade.

Outra atividade importante são os encontros bimestrais com a participação massiva dos pais, em horários noturnos, para tratar de assuntos de interesse da família. Também merece destaque a visita dos professores às famílias dos estudantes para aproximar os pais da escola e motivá-los. Na ocasião entregam a cada família uma cartilha com sugestões de como podem participar da vida escolar dos filhos.

Os estudantes, por sua vez, desenvolvem o protagonismo juvenil por meio do grupo de dança e teatro, formado especialmente para apresentações temáticas mensais e homenagens a todos os aniversariantes da escola: estudantes, funcionários e professores.

Acompanhe e prestigie a agenda da escola: próxima visita dos professores às famílias e a apresentação do Grupo de Dança aos aniversariantes do mês, dia 01 de junho, às 8 horas e 30 minutos.

http://www.educar.ms.gov.br/index.php?templat=vis&site=98&id_comp=213&id_reg=108807&voltar=lista&site_reg=98&id_comp_orig=213

PROJETO: ESCOLA E FAMÍLA JUNTOS SOMOS FORTES

Projeto aproxima pais da escola

Iniciativa faz com estudante fique estimulado a continuar estudando


terça-feira, 9 de março de 2010 9:00:00



RAIMUNDA RODRIGUES




Francismo Moura





Primeiro encontro com pais e educadores





O fracasso escolar, a repetência, a evasão, a indisciplina, o contato com doenças e a violência têm sido apontados como o resultado do distanciamento e do não entrosamento entre escola e família. Por parte disso, foi criado o projeto: Escola e família: Juntos somos fortes, que está sendo implantado na Escola Estadual Teotônio Vilela.

O objetivo é promover o estreitamento da família com a escola e juntar forças em prol da formação integral de crianças e jovens da região. Na prática o projeto consiste em trazer a família até a escola, envolver os pais no processo de ensino. O professor e autor do projeto, Francisco de Moura, tem como objetivo principal unir professores, família e aluno. “É fazer com que a família venha até a escola”, diz Moura.

A evasão, o índice de violência na escola, desânimo dos alunos e funcionários, foram o ponta pé inicial para a criação do projeto. Que foi elaborado desde novembro de 2009, foi discutido com os professores, houve sugestões, foi levado para a Secretaria de Educação. “Lá eles fizeram as alterações, passaram por várias equipes temáticas, pedagógicas, e fizeram as correções necessárias para o andamento do projeto”, completa Moura.



O professor Francisco Moura diz que o projeto promove a motivação do aluno, principalmente porque os pais acompanham o processo. “Os pais delegam para os professores essa função de educar seus filhos, isso tem que ser feito junto, e não que o pai vai ensinar matemática ou português para o seu filho, mas ele tem como principal função incentivar, acompanhar o estudo, porque uma criança motivada vai ter um rendimento melhor”, diz Moura.



Como funciona?



O principal colaborador nesse projeto são os padrinhos de sala (são professores que se colocam a disposição de acompanhar uma sala, ficam responsáveis por uma turma). Eles acompanham os alunos nas suas dificuldades, trabalham a auto-estima do aluno. Há inclusive um cadastro com o contato dos pais, com endereço e telefone. “Eles desenvolvem um mecanismo de atitudes, e se os pais não comparecerem, a escola vai até eles”, diz Moura.



Uma parceria com os postos de saúde da região faz com que os pais que não vierem para escola, recebam o boletim e o relatório de atitudes em casa, junto com a visita do agente de saúde.



O primeiro encontro foi um sucesso, mas a idéia é fazer com que “se os pais não vem a escola, a escola vá até os pais”.






Escola Estadual Teotônio Vilela

Rua Souza Lima, 506, bairro Universitária.

Fones: 3314-5636

3314-5637



Autor do projeto: Professor Francisco Moura


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